Associação de Empresas Proprietárias de Infraestrutura e de Sistemas Privados de Telecomunicações

ASSOCIAÇÃO DE EMPRESAS PROPRIETÁRIAS
DE INFRAESTRUTURA E DE SISTEMAS PRIVADOS
DE TELECOMUNICAÇÕES

José Gonçalves Vieira

Entrevista com José Gonçalves Vieira

Nome: José Gonçalves Vieira

Formação: Eng. Eletrônico pela UnB
Função: Presidente do Instituto APTEL - iAPTEL
Atividades: Coordenação, supervisão e desenvolvimento de projetos de inovação tecnológica nas áreas de TI e de energia.
 

APTEL: Em termos gerais qual sua visão sobre a APTEL?
Vieira: A APTEL foi criada na década de 90. A visão que eu tenho da APTEL é que ao longo desses anos, nós desenvolvemos uma interação muito grande e positiva nas áreas de infraestrutura de telecomunicações de sistemas privados para os seus associados. Então, a visão que eu tenho da APTEL hoje, é de ter cumprido a missão de facilitadora e de integradora de alternativas de soluções nas áreas afins para todos os seus associados.

APTEL: Quais os benefícios de ser um associado da APTEL?
Vieira: Na verdade, nós temos alguns benefícios que merecem ser ressaltados: primeiro é levar para os seus associados atualização de alternativas de negócio de tecnologia para facilitar a operação e desenvolvimento dos seus negócios e de suas plataformas de telecomunicações e de TI. Outro benefício é estar sempre atualizando os aspectos de regulamentação que exigem que seus associados cumpram. E por último, o que eu acho bastante positivo, com a criação do Instituto APTEL, nós estamos sempre desenvolvendo projetos e apresentando as novidades nas áreas de atuação desses associados.

APTEL: Cite um ponto forte do setor de Telecomunicações.
Vieira: Vários pontos. Para resumir, eu diria que o setor de telecomunicações é uma área de integração entre o produto de origem de determinados associados, transmissão da informação e os benefícios que vem trazer entre esse ponto de integração de coleta de dados até o cliente final. O setor de telecomunicações é imprescindível em qualquer área de atuação da sociedade.

APTEL: Cite um ponto fraco do setor de Telecomunicações.
Vieira: Eu acho que um dos pontos mais fracos que a gente sente é que falta uma “universialização” maior dos seus serviços em termos de plataforma de integração nos interesses públicos e privados. Basicamente é isso.

APTEL: Como a APTEL pode auxiliar a sua empresa? Há algum exemplo real a ser citado?Vieira: Sim. Posso citar o exemplo, como já falei no conceito inicial, (o que é a APTEL), de expandir a informação de novas tecnologias para a aplicação na prática que cada empresa exige no setor de telecomunicações. Um exemplo que eu posso citar é que no Brasil, com a criação da APTEL, nós trouxemos associados com uma série de informações, naquela época, sobre regulamentação e desenvolvimento de novas tecnologias de integração da informação.

APTEL: Qual a sua impressão sobre último Seminário Nacional de Telecomunicações da APTEL - SNT 2017?
Vieira: A impressão que eu tive é que o seminário proporcionou atualização às pessoas, ao seu público, que esteve presente, e ao público que teve as informações através dos meios de internet. O seminário SNT 2017 deixou um legado muito forte, naturalmente com responsabilidade nossa. Eu, como presidente do instituto iAPTEL, faço parte da estruturação e operacionalização do seminário, há uma responsabilidade muito forte para que a gente faça um seminário tão bom ou até melhor do que foi em 2017 neste ano de 2018.

APTEL: O que o Senhor (a) acha dos prazos de licenciamento que são atualmente implementados pelos Órgãos Reguladores de telecomunicações?
Vieira: Muita burocracia. Inclusive, eu acredito que há uma defasagem muito grande entre esses procedimentos regulatórios com o desenvolvimento da tecnologia. Eu acho que essa é uma deficiência muito grande e, acredito que os órgãos reguladores estão realmente acompanhando a necessidade dessa demanda. Os órgãos precisam atualizar mais esses procedimentos para que na prática acompanhe a tecnologia e não o contrário: que a tecnologia esteja represada por falta de regulamentação que não é condizente às inovações que o setor apresenta.

APTEL: O Senhor (a) acha importante treinamentos na área de Marco Regulatório de Telecomunicações tanto para empresas e para fornecedores de sistemas, para que eles entendam todos os mecanismos de regulamentação junto aos Órgãos Reguladores?
Vieira: A questão de treinamento e conhecimento em geral nesta área, é um dos principais objetivos que nós vamos trabalhar em conjunto com a APTEL e o Instituto iAPTEL para as próximas etapas. Os orgãos reguladores precisam dissemina de melhor forma as informações regulatórias para que haja agilidade nos procedimentos e na busca de atendimento às necessidades de inovação. Hoje existe uma falta de conhecimento público sobre essas condições de regulamentação. Eu acho que isso é um papel nosso agora a curto e médio prazo, de proporcionar treinamentos específicos nessas áreas.

APTEL: Há alguma sugestão de melhoria para o mercado de telecomunicações? O que a APTEL poderia fazer para implementar essa melhoria?
Vieira: Na verdade a APTEL já está fazendo. A demanda da sociedade por meios mais rápidos e mais eficientes com segurança de meios de comunicação não abrange só a área de telecomunicações, abrange a área de TI de um modo geral. Então nós estamos falando de telecomunicações por meios de informática, internet das coisas, smart grid, smart city  tudo isso são inovações que exige que a gente acompanhe tanto aqui como fora do país, um acompanhamento mais sistemático sobre o que isso representa e como a comunidade e a sociedade em geral pode ser beneficiada. Na verdade, a APTEL já está acompanhando isso, está desenvolvendo  ideias e ferramentas novas onde a própria criação do instituto APTEL veio justamente para que a gente tenha condições de fazer um levantamento de demanda perante os seus associados e não associados e, como isso deve ser operacionalizado através de projetos específicos de pesquisa de desenvolvimento de inovações e desenvolvimento tecnológico. Concluindo, eu diria que, não só com relação a esse último quesito que nós abordamos, mas de um modo geral, qual o nosso planejamento ativo daqui para frente? Fazer visitas sistemática a todos os associados da APTEL e aos não associados que são parceiros nossos como indústria, comércio, academias, universidades, órgãos públicos e federais e prefeituras. Para a gente fazer um levantamento de quais as necessidades da sociedade de um modo geral. Isso é fundamental que a APTEL, através do instituto iAPTEL venha fazer um planejamento adequado, prático, para atender essas necessidades para a gente poder servir, através de projetos específicos as soluções para cada demanda dessa. Isso é o que eu acho importantíssimo a gente estar acompanhando a demanda da sociedade para aumentar a contribuição e ser um pouco mais proativo em termos de sugestões de soluções e aplicações dessas soluções para facilitar a sociedade de um modo geral.

Entrevista com José Gonçalves Vieira  

Entrevista por: Jacqueline Nunes