Associação de Empresas Proprietárias de Infraestrutura e de Sistemas Privados de Telecomunicações

ASSOCIAÇÃO DE EMPRESAS PROPRIETÁRIAS
DE INFRAESTRUTURA E DE SISTEMAS PRIVADOS
DE TELECOMUNICAÇÕES

Leonardo Borges Araújo

Entrevista com Leonardo Borges

Nome: Leonardo Borges Araújo

Formação: Eng. Elétrico com ênfase em Telecomunicações-UERJ - MBA Gerenciamento de Projetos - FGV
Empresa: Furnas
Função: Engenheiro de Telecomunicações
Atividades: Responsável pela gestão técnica dos empreendimentos de telecomunicações associados à expansão do sistema de transmissão de Furnas, desde a etapa de planejamento, passando pelo projeto executivo, fornecimento de equipamentos, instalação e comissionamento.
 

APTEL: Em termos gerais qual sua visão sobre a APTEL?
Leonardo: A APTEL é uma organização de extrema importância para o nosso setor, o das empresas proprietárias de infraestrutura própria de telecomunicações e de missão crítica, por ser um ambiente onde podemos compartilhar nossos anseios.
Podem ser obtidas melhorias para as empresas, seja no relacionamento com os órgãos reguladores, seja no compartilhamento das boas práticas, de mercado entre os agentes, o que é de extrema importância para as nossas empresas.

APTEL: Quais os benefícios de ser um associado da APTEL?
Leonardo: Pegando um “gancho” da resposta anterior, é justamente poder trocar ideias, ter esse networking entre os colegas do mercado, poder compartilhar as experiências, as boas práticas e também os pontos que precisam ser melhorados.
Até mesmo o compartilhamento das experiências negativas é importante, difundindo as lições aprendidas com demais colegas e ampliando o conhecimento mútuo.
Qualquer movimento no qual possamos trabalhar em bloco, unidos, teremos mais sucesso, inclusive na hora de levar nossos pleitos a um órgão regulador, por exemplo.

APTEL: Cite um ponto forte do setor de Telecomunicações.
Leonardo: Eu creio que é esse desafio, essa necessidade contínua de estar sempre buscando inovação. É um mercado muito dinâmico, onde os sistemas  implantados há 5 anos atrás, estão praticamente obsoletos. Quanto mais rápido o tempo passa a inovação é maior, então somos desafiados, diariamente, a fazer mais e de uma melhor forma. Acho que esse é um ponto forte do nosso mercado.

APTEL: Cite um ponto fraco do setor de Telecomunicações.
Leonardo: Apesar da importância das telecomunicações nas Utilities, em boa parte das nossas empresas esta disciplina não faz parte da atividade fim. Desta forma, as equipes de telecomunicações nem sempre são inseridas no devido tempo nos empreendimentos. Este é um desafio recorrente que temos que superar.

APTEL: Como a APTEL pode auxiliar a sua empresa? Há algum exemplo real a ser citado?
Leonardo: Eu estou há pouco tempo fazendo parte da APTEL. Ainda estou me ambientando nessa nova realidade. Furnas e APTEL já têm um histórico de envolvimento, de participação de longa data. Eu já participei de alguns seminários, alguns SNTs da APTEL em edições anteriores, onde tivemos oportunidade de apresentar alguns trabalhos e discutir pontos de nosso interesse no Fórum com todos os demais associados, fornecedores e empresas do setor.
Creio que a APTEL pode auxiliar Furnas no intuito de levar as demandas de interesse comum do setor junto à organismos externos e órgãos reguladores com maior sucesso. Entendo que quando discutimos no âmbito de uma associação de empresas, temos maiores chances de sucesso do que se fôssemos discutir nossos pleitos individualmente.

APTEL: Qual a sua impressão sobre último Seminário Nacional de Telecomunicações da APTEL - SNT 2017?
Leonardo: A impressão foi muito boa. Não tive a oportunidade de participar dos últimos seminários, então, fiquei bastante impressionado com a qualidade das apresentações. Espero que a gente consiga o próximo SNT, trazer de volta boa parte das empresas do setor elétrico que são associadas da APTEL ou que já foram associadas e que não têm participado dos eventos. Talvez aumentar o número de participantes do setor elétrico nesse Seminário. Mas o último SNT foi muito interessante para mostrar que a APTEL ainda tem relevância dentro do setor.

APTEL: O que o Senhor acha dos prazos de licenciamento que são atualmente implementados pelos Órgãos Reguladores de telecomunicações?
Leonardo: Essa é uma questão que realmente nos impacta, pois o processo de licenciamento de frequências ao qual estamos sujeitos perante a ANATEL, realmente tem um prazo bastante dilatado. Hoje, a dinâmica dos nossos empreendimentos é muito rápida, cada vez mais nós somos exigidos a viabilizar os empreendimentos em prazos cada vez menores, isso se torna um desafio enorme para nós, porque como o processo demora às vezes de 3 a 6 meses até sua conclusão ou até mais, e como eles são seriados, a gente não consegue abrir processos em paralelo. É mais um desafio que temos que enfrentar para poder viabilizar a entrada dos nossos empreendimentos no prazo. É uma questão que precisa ser melhorada, envolvendo não só as empresas associadas à APTEL mas também a própria Anatel.

APTEL: O Senhor (a) acha importante treinamentos na área de Marco Regulatório de Telecomunicações tanto para empresas e para fornecedores de sistemas, para que eles entendam todos os mecanismos de regulamentação junto aos Órgãos Reguladores?
Leonardo: Eu acho de fundamental importância. O mercado é muito dinâmico. A rotatividade no mercado de trabalho privado muda muito. As empresas estão sempre renovando a sua força de trabalho. O órgão regulador por sua vez, vem implementando maiores controles no que se refere a regulamentação e mesmo no ambiente estatal, estamos passando por uma mudança de quadro de pessoal bastante grande. Acho fundamental que esses treinamentos sejam disponibilizados e realizados regularmente para que todos tenham conhecimento das suas atribuições e entendam onde estão inseridos.

APTEL: Há alguma sugestão de melhoria para o mercado de telecomunicações? O que a APTEL poderia fazer para implementar essa melhoria?
Leonardo: Acho importante que a APTEL se faça presente nas discussões não só perante à Anatel mas também envolvendo a ANEEL e outros órgãos reguladores do setor, levando as demandas das utilities e empresas que têm infraestrutura própria, em fóruns maiores como CITEL ou UIT.
Buscar esse espaço para que a gente consiga implementar as melhorias que julgamos necessárias para facilitar o nosso dia a dia em um ambiente de mais alto nível. Buscar a garantia do espectro radioelétrico regulado para as empresas do setor, buscar uma maior agilidade na questão do licenciamento de frequências de nossas estações e, difundir as boas práticas de mercado, como já estamos fazendo nos nossos seminários..


Entrevista com Leonardo Borges Araújo  Entrevista por: Jacqueline Nunes