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Tecnólogo de petróleo e gás vai se beneficiar com novas reservas

Tecnólogo de petróleo e gás vai se beneficiar com novas reservas
Profissional pode atuar na extração, refino e distribuição dos recursos.
Duração do curso é menor e voltada para a aplicação imediata.
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Com os anúncios das reservas de petróleo e gás na camada pré-sal, localizada em águas profundas (entre 5 mil m e 7 mil m abaixo do nível do mar), há boas perspectivas de abertura de postos de trabalho na cadeia produtiva desses dois recursos. Tema do Guia de Carreiras do G1 desta terça-feira (22), o tecnólogo em petróleo e gás é um dos profissionais que pode se beneficiar diretamente.

“A perspectiva não podia ser melhor para o tecnólogo. A tendência é de crescimento bastante grande e imediato”, afirma o professor do curso de tecnologia em petróleo e gás do Centro Federal de Educação Tecnológica de Campos (Cefet-Campos), Gladstone Peixoto Moraes. No Cefet-Campos, o curso é oferecido na unidade de Macaé, no Rio de Janeiro.As possibilidades de trabalho na cadeia produtiva são muitas e dependem da formação do profissional. O tecnólogo pode trabalhar na exploração, na transformação e até no aproveitamento do petróleo e do gás natural. Assim, os postos de trabalho vão desde as empresas de engenharia que perfuram os poços até refinarias e petroquímicas.

“Alguns dos cargos que o tecnólogo pode exercer são analista de controle de qualidade, de logística, de processos industriais, de risco ambiental, operador de distribuição. No mercado esses profissionais já estão sendo absorvidos”, afirma a coordenadora do curso de tecnologia em petróleo e gás da Universidade Católica de Santos (Unisantos), Adriana Florentino de Souza Leoni. A graduação é ministrada na cidade de Santos no estado de São Paulo.

Engenharia ou tecnologia

“O curso de tecnólogo pretende atender a demanda por mão-de-obra especializada de maneira mais ágil”, afirma Moraes. “O curso de tecnólogo é focado na atividade. Ele estuda o que é necessário para a aplicação.”

De acordo com o professor, a diferença entre o curso de tecnologia e o de engenharia é a extensão do conteúdo estudado. “O engenheiro estuda três ou quatro cálculos, de maneira mais horizontalizada. O engenheiro também aprende diversos aspectos da física. Já o tecnólogo aprende o que vai exercer”, diz.

Estudantes do Cefet-Campos, em Macaé, no Rio de Janeiro, em visita técnica do curso (Foto: Divulgação/Cefet-Campos)

A formação

Ao todo, segundo dados do Ministério da Educação (MEC), existem 56 cursos de tecnologia de petróleo e gás no Brasil – a maior parte localizada no estado do Rio de Janeiro. De acordo com as regras do curso, a formação acontece em três anos, com duração mínima de 2.400h.

Cada instituição oferece um foco, de acordo com as necessidades do mercado local. O Cefet-Campos, por exemplo, é voltado para a atividade de exploração dos recursos. Já a formação da Unisantos é generalista – pois a região já tem um pólo petroquímico e terá também desenvolvimento de exploração do recurso.

Também varia a exigência de estágio e de trabalho de conclusão de curso. O que é comum é a necessidade de visitas técnicas a empresas durante a formação.

O curso

Quem ficou empolgado com a possibilidade de bons empregos no futuro deve analisar se tem aptidão para o curso. Segundo Adriana, é importante ter afinidade com ciências exatas. “Nos dois primeiros semestres o estudante vai ter disciplinas básicas para levar o curso. Elas são do tripé química, física e cálculo”, aponta.

Ao mesmo tempo, de acordo com a coordenadora, também não é possível dispensar completamente a redação e a escrita. “A forma que temos para nos comunicarmos são relatórios dos projetos, por isso, vai ser preciso escrever.”

Fonte G1 - Guias e Carreiras